LUTAR
Depois de descansar alguns
dias eu chamei a galera, tava na hora de lutar, agente tinha que acabar com
aqueles monstros, marcamos para nos encontrar na casa do Albert, pois os pais
dele tinham viajado, era o quartel general perfeito. Quando chegou a hora da
reunião, estávamos todos lá, o Albert já foi se adiantando:
__Olha, galera, temos que
analisar as qualidades e defeitos de cada um, pra que nenhum trio fique mais
fraco que o outro.
__Então vamos lá- disse o
Kelvin.
__Bom, o Sebastian tem uma
boa pontaria, mas quando é pego de surpresa, fica paralisado, já o Kelvin é
medroso, mas sempre faz a coisa certa na hora do pânico, e eu sou corajoso, mas
me atrapalho sob pressão, o Ulisses é bom com pistolas, e é bom de mira, o que
economiza munição, mas também fica paralisado quando vê uma criatura, e, bom, o
Junin não serve muito para enfrentar os monstros, mas pode carregar as
munições, porém temos o James, que é um pacote completo, sem defeitos
aparentes, o que dá equilíbrio ao trio que ficar com o Junin.
__Tá bom, sargento, então
como vamos dividir?- eu disse.
__Assim: o Sebastian fica
com o Kelvin, pois um completa o defeito do outro, e o Ulisses fica com vocês
dois...
__Não dá certo, Albert-
disse o Kelvin- se uma criatura aparecer de repente, o Sebastian e o Ulisses
vão me deixar sozinho na ação, tem que ser você.
__Mas eu tenho que tomar
conta do meu irmão, ele tem que ficar no meu grupo.
__Olha, Albert- disse
Ulisses- eu tomo conta do seu irmão, e tem mais, vocês não podem sair juntos na
mesma noite, os seus pais podem desconfiar de alguma coisa.
__Tem razão- disse o Junin-
eu tomo cuidado, Albert, eu quero ajudar.
O Junin, por mais que só
tivesse seis anos, sempre foi um garoto esperto, e eu sabia que ele daria conta
do lance, o problema era que o Albert era muito apegado a ele, eu não sei o que
ele faria se alguma coisa acontecesse a seu irmão, mas tínhamos que pensar no
trabalho que estávamos assumindo, seria melhor para a equipe se o Albert
ficasse junto comigo e o Kelvin, o Ulisses podia proteger o Junin, e tudo
ficaria bem.
No sábado eu amanheci
lembrando o que iria fazer a noite, e fui até a casa do Kelvin, e toquei a
campainha e o Kelvin abriu a porta, e falou:
__Que droga, Sebastian, eu
já tava esquecendo o que vou fazer a noite, aí você aparece, o que foi dessa
vez?
__Nada, é que eu não tinha
nada pra fazer, então, resolvi vir até aqui, pra gente bolar um plano de
ataque.
__Sei, por que não chamou o
Albert?
__Porque ele ta trabalhando
na locadora, e só sai à tarde, mas agente explica pra ele o que agente combinar
aqui.
Armamos o plano, e quando
chegou a noite, agente se encontrou num banco da praça, eram 18h30min, as
pessoas começavam a se recolher, algumas chegavam do trabalho, e todo mundo que
passava por nós, olhava como se perguntasse o que agente estava fazendo que não
tinha entrado ainda, até que a mãe do Albert passou e falou com ele?
__Albert, se despede dos
seus amigos e vamos embora, está anoitecendo, e quem te mandou trazer seu
irmão?
Ele se despediu da gente, e
foi. O resto de nós foi para casa também, e os que iam sair à noite estavam
prontos para a primeira noite de caçadas. Em casa, eu fui jantar e minha mãe
começou me perguntar o que eu tanto falava com os meus amigos, eu dava
respostas evasivas, depois do jantar, eu fui pro meu quarto, dizendo pra ela
que estava com sono, ela acreditou. Eu tentei fazer o máximo de silêncio, mas
fiquei arrumando minhas coisas, colocando munição na arma, e preparando o
psicológico, depois eu me deitei na cama e fechei os olhos, fiquei imaginando,
tantas pessoas no mundo, e poucas sabiam sobre o mal que agente enfrentava,
sobre as criaturas obscuras que saíam das sombras dos becos, e eu fiquei
imaginando isso, e como seria se a sociedade soubesse. Não sei quanto tempo
levei pensando nisso, mas de repente percebi que estava frio, e quando abri os
olhos, percebi que a porta do meu quarto estava caída, e minha janela estava
aberta, então eu saí pra frente da casa, pois logo o Albert e o Kelvin estariam
lá.
Não demorou muito pra eu
começar a ouvir os urros das criaturas, e aquilo foi me causando um certo mal
estar, eu queria que os caras chegassem logo, mesmo estando bem escondido, no
escuro debaixo da árvore, logo eu ouvi um disparo, e eu saí da sombra pra ver,
eram eles, e tinha uma criatura atrás deles, e era rápida, o Albert atirava e
corria, e a coisa desviava, quando passaram perto, eu engatilhei a doze e
mandei um tiro bem na cabeça, mas ele não caiu, apenas cambaleou, e pegou uma
lata de lixo e jogou contra mim, eu corri pra não ser atingido, e continuei
atirando, logo o Albert ficou ao meu lado, e atirou também, depois foi o
Kelvin. Ficamos os três atirando, e parecia que não adiantava, porque ele era
muito rápido, e era mais esperto que os outros, ele jogava coisas na gente, e
tínhamos que desviar. Essa movimentação toda atraiu mais um monstro, e esse era
aquele com pés de boi, não era tão inteligente, então eu disse:
__Galera, eu pego o pés de
boi, cuidem do outro.
Eu corri para outra
direção, e o monstro me acompanhou, aí eu entrei num beco, e preparei a arma,
quando ele apareceu... POW!!!, Bem na cabeça, abriu um buraco que cabia meu pé,
depois eu voltei e os outros estavam fugindo, de dezenas de criaturas que
vinham atrás deles, eu comecei correr junto com eles, e entramos numa
lanchonete, mas lá já havia um monstro, que de cara nos atacou, saímos
rapidamente, e os outros já estavam perto, corremos até o hospital, entramos e
fomos por um grande corredor, lá no fim tinha uma sala, e nós entramos nela,
estava escuro, mas o Kelvin tinha levado uma lanterna, acendemos e iluminamos,
não tinha monstro lá, então fechamos a porta e escoramos com uma mesa grande de
madeira que tinha lá.
Ainda pudemos ouvir os
passos das criaturas, e os urros, eles estavam olhando sala por sala, parecia
que todos estavam sob o comando de um só, e eles estavam chegando perto, até
que chegaram a nossa porta, começaram a bater, a empurrar, e a porta começou a
quebrar, não tinha pra onde correr, nossa munição não dava pra matar todos que
estavam ali, tinha mais de vinte, começamos a sentir medo, e esse medo foi
crescendo, a lanterna apagou, o Kelvin deu uns tapas nela, mas ela não acendeu,
e ele era o mais medroso, começou a tremer, eu também estava com medo, era o
medo incomum e intenso que a presença daquelas criaturas causavam, agente se
sentou num canto da sala, e ficamos lá encolhidos, nossas armas não serviam de
nada se não tínhamos coragem para enfrentar, aos poucos eles foram quebrando a
porta, até que arrebentaram de uma vez, aí nós sentimos o sono e adormecemos,
mais ainda deu tempo do Albert dizer:
__Salvos pelo gongo...
Acordamos na cama como
sempre cansados, e aquele domingo seria para contar aos outros sobre o que
fazer afinal, nós tínhamos descoberto que por trás daquelas criaturas de pouca
inteligência, tinha um que era mais inteligente, e comandava os outros, era o
que tinha chifres curvos, dentes grandes e tortos, e os olhos pequenos, mas com
um brilho vermelho diabólico, esse era difícil de matar, então nós avisamos o
outros pra fugirem dele, e matarem os de pés de boi, e os outros que tinham a
pele escamosa, pois esses eram mais fracos.




