sexta-feira, 22 de março de 2013


O PIOR INIMIGO
Quando deu a noite fomos pra casa do Sr. James, mas o Junin não pôde ir, estava doente. Sr. James nos explicou que aquele só podia ser um dos guardas que ficou preso na carceragem, segurado pelos outros presos, com certeza ele foi direto pro inferno, isso explicaria muita coisa, mas pra ter certeza era preciso ver o cara, e nosso desejo foi rapidamente atendido, fomos surpreendidos por uma pancada forte na porta, que logo foi abaixo e aquela coisa entrou, e o lugar atrás dele começou a pegar fogo, e todos aqueles gritos e lamentações angustiantes foram demais pra mim, eu comecei a tremer, e de repente parecia que a gente estava na presença do próprio diabo, mas mesmo assim não nos intimidamos e metemos bala, em vão, é claro, sei lá, mas quando ele me olhou nos olhos, eu senti uma sensação de impotência, aí ele parou no meio da sala, o fogo se apagou e os gritos se calaram, e ele começou a falar:
__De fato, tenho que agradecer a vocês – sua voz era rouca, parecia um trovão – afinal, se não fosse o esforço de vocês para matar as criaturas que me aprisionavam, eu jamais sairia do inferno.
__Quer dizer que você é o diabo?- perguntou o Ulisses.
__Quase, eu sou o guarda Jones, eu fiquei preso no presídio quando houve o incêndio, e estava sendo mantido preso no inferno pelas criaturas da noite, que são as almas dos prisioneiros, mas depois que vocês mataram todas as criaturas não tinha mais ninguém que me impedisse de voltar.
Não dava pra acreditar, nós passamos tanto tempo matando as criaturas achando que iríamos ficar livres delas, e agora estamos diante de uma entidade muito mais poderosa que aquelas criaturas, agora tudo começava a fazer sentido pra mim, o porquê de nossos pais saberem e não fazer nada. Nada mais importava, naquele momento nós teríamos que salvar as nossas vidas, pois aquele cara no meio da sala só esboçava um riso do mal, e nos olhava como se estivesse planejando as piores atrocidades contra nós, por fim eu tive coragem e falei:
__E o que você quer?
__Eu quero me vingar por toda a tortura que sofri no inferno, quero descontar tudo na humanidade, e não vai ser vocês que vão me impedir.
__Nós não queremos te impedir - eu me adiantei e falei - queremos fazer um acordo...
__Que tipo de acordo? - os outros tentaram me impedir de falar, mas o monstro falou:
__Calem a boca!! Deixem ele falar... Diga, que tipo de acordo você quer fazer?
__É simples, você sai durante a noite, e se esconde durante o dia, e nós não sairemos durante a noite, e quem sair você pode matar.
O monstro deu uma gargalhada e disse:
__Pra que eu vou fazer um acordo com vocês, se eu posso simplesmente dominar tudo isso aqui? Acham que eu sou idiota?
Eu não tinha o que dizer, ele tava certo, a gente não tinha poder suficiente pra impedi-lo, então ele nos olhou, e novamente veio aquela sensação de medo, era intenso demais, começamos a tremer de medo, e ele nos olhava com aqueles olhos diabólicos, dava pra saber o que ele estava pensando, ele iria fazer todo o tipo de tortura conosco, ele queria nos causar todo o tipo de sofrimento e dor, e seu riso maléfico enchia aquela casa de medo, juntamente com nosso silêncio, estávamos apavorados, mas alguém tinha que fazer alguma coisa, então, no meio do pânico, eu saquei a doze e mandei uma bala bem no meio da testa dele... POW! Eu esperava a fumaça abaixar, quando sua mão veio com tudo e agarrou a cabeça do Sr. James, e com a outra mão ele segurou o corpo, e começou a puxar a cabeça do Sr. James, ele gritava de dor, seus gritos foram nos apavorando, até que ele não gritou mais, e o monstro arrancou-lhe a cabeça, aí o Albert falou:
__Mas ele já estava morto, isso não vai adiantar- o monstro olhou pra ele e disse:
__Engano seu, garoto, se eu arrancar a cabeça vocês morrerão e não voltarão mais.
Dito isso ele partiu pra cima do Albert, e o derrubou no chão, pisou na sua cabeça e o puxou pelas pernas, em seguida foi o Ulisses, aí eu peguei o braço do Kelvin e o puxei pra fora de casa, corremos muito pela rua e o kelvin perguntou:
__Mas como vamos fugir dele se ele não é como os outros?
__Não sei Kelvin, mas precisamos tentar fugir da cidade – eu corri até a minha casa e peguei o carro da minha mãe, era um Astra preto, e estava com o tanque cheio, enquanto isso o monstro já estava quase na frente de minha casa, eu dei ré, e parei no meio da rua, de frente para o monstro, eu olhei bem pra ele, e ele parou por um segundo e ficou me olhando, a gente teria que passar por ele pra sair da cidade, então eu não pensei duas vezes, 1ª, e fui com tudo, quando ele viu que eu iria acertá-lo, ele desviou e passou a nos perseguir, 2ª e eu já estava quase saindo da cidade, era uma reta de uns 10 km, e eu iria dar tudo que o carro tinha, 3ª e eu olhei pra trás, e o monstro estava a uns 15 metros da gente, ele era muito rápido pro tamanho dele, 4ª e eu já estava a mais de 100 km/h, o Kelvin me olhava com medo, ele não sabia se tinha medo do monstro ou de estarmos correndo tanto, mas eu era um bom motorista, 5ª marcha e estávamos a 195 km/h, eu pisei tudo no acelerador, e ouvi o Kelvin dizer:
__Ele ta ficando pra trás - mas a expressão do Kelvin era de medo ainda, e preocupação.
__Relaxa, Kelvin, eu sou bom piloto
__Eu não to preocupado com isso, nossos amigos foram mortos por aquela coisa, e, provavelmente nossas famílias vão ser mortas também
__Calma, eu vou conseguir ajuda e nós vamos voltar lá
__Que tipo de ajuda? O exorcista? Nem as forças armadas, nem o BOPE, podem com aquilo.
__E o que você quer que eu faça?
__Não sei...
__Olha, vamos fugir, sei que é triste o que houve, mas não tem outro jeito, a essa altura ele já matou todo mundo mesmo, não há mais o que fazer. Vamos salvar nossas vidas.
Ele concordou, afinal se a gente voltasse seria morto, então seguimos para longe daquele lugar infernal, e deixamos aquele demônio reinar lá, e seguimos nossas vidas como se a gente nunca tivesse estado em Vale Silencioso, mas o que nós não sabíamos, é que aquela cidade ainda ia dar muito que falar e que muita gente ainda ia morrer ali...

A ÚLTIMA CAÇADA
Passamos ainda muito tempo caçando, houveram vezes em que tivemos que fugir de alguma criatura, outras a gente perseguiu, mas sempre matávamos duas ou três por noite, decidimos então agir todos juntos, já que não tinha muito mais o que fazer, e ficamos caçando por um bom tempo.
Um dia nós saímos e eu observava a rua, havia corpos daquelas criaturas espalhados por todos os lugares, alguns já apodrecendo, o Albert olhou pra mim e falou:
__Dever cumprido, Sebastian, não tem mais nenhuma criatura em nossas ruas.
__Será mesmo? Eu ainda tenho a impressão de que falta alguma coisa...
__Mas do que você está falando?- disse o Ulisses- ninguém ta sentindo mais aquela sensação estranha, eu não to ouvindo nenhum berro mais, acabou.
__É, Sebastian, - disse o Kelvin- eu sei que depois de tudo que passamos dá mesmo essa sensação de que ainda estamos correndo perigo, mas não estamos.
Eu acabei me conformando, mas ainda tinha o pressentimento de que alguma coisa ainda ia acontecer, mas por via das dúvidas, fomos vasculhar a cidade, nós estávamos parecendo os caça fantasmas, armados até os dentes, e sem medo de nada, a maioria das pessoas no mundo não tinha idéia dos perigos que enfrentávamos, os nossos pais escondiam a verdade de nós, porque achavam que estaríamos mais seguros, mas só estivemos realmente seguros daquela noite em diante, ou não...
De repente, saltou do meio da escuridão uma criatura, e ela parecia bem assustada, ao invés de nos atacar ele fugiu, e a gente correu atrás, cada um com uma arma, e mandando bala. A criatura se escondia em um lugar, mas nós achávamos, ela fugia, mas a gente acompanhava, até que ela entrou num beco sem saída, e a cercamos, eu estava com minha boa e velha calibre doze, o Kelvin com um rifle, o Albert com outra doze, o James com outra, e o resto do pessoal com revolveres e pistolas. Mandamos bala no monstro como se fosse um condenado no paredão da morte, e ele foi caindo devagar, até que tombou de vez no chão.
De repente sentimos uma sensação de medo como a que sentíamos quando tinha um monstro por perto, mas essa era mais intensa era perturbadora, eu nunca tinha sentido tanto medo até aquele momento, e a gente ficou sem saber o que estava acontecendo, o medo era tão grande, que ninguém teve atitude de preparar as armas. Eu observei direito, estávamos tremendo de medo, mas antes que alguma coisa acontecesse, ainda pudemos ver o sol brilhar por tas das montanhas, o Albert ainda falou:
__Quebramos a maldição, galer... – ele não terminou, porque todos nós adormecemos naquela hora, e acordamos nas nossas camas.
Aquilo foi estranho, mas eu não queria que continuasse, então fingi que estava tudo bem, mas eu sabia que não estava depois daquela sensação estranha. E ficamos muito tempo sem sair à noite, parecia que estava tudo acabado, exceto pelo fato da noite ainda estar se transformando, foram meses de caçadas, todo sábado à noite, a gente não agüentava mais aquela vida. Eu voltei a dormir cedo, e tudo estava bem, até que um dia o Junin chegou à minha casa de manhã.
__Sebastian, o Albert disse pra você ir lá, que ele quer te falar uma coisa, e é importante.
__Espere, que eu vou com você.
Ao chegar, o Albert estava com uma cara de preocupação, e o Ulisses e o Kelvin estavam lá com ele, eu, já imaginando o que era, arrisquei a pergunta:
__O que foi?
__Você tinha razão, ainda tem alguma coisa viva, nós deixamos uma coisa viva, e essa é diferente – ele falava andando de um lado a outro, preocupado – na noite passada, ele invadiu nossa casa e estraçalhou o nosso cachorro, e hoje de manhã o cachorro amanheceu morto e estraçalhado.
__Mas como assim? – eu disse – o que acontece na noite fica na noite.
__Parece que esse cara de agora não sabe dessa regra, ou não quer seguir.
__E o que vamos fazer?
__Não sei, eu atirei na cabeça dele, mas ele não morreu. Sebastian você tem noção disso? Eu descarreguei um pente de 380 na cabeça dele, e não errei nenhum tiro, foram todas as balas e não fez nem cócegas.
Eu nem sabia o que dizer, logo agora que a gente ia ter um pouco de paz, aparece essa, eu só perguntei ao Albert:
__E como era esse? Como era sua aparência?
__Esse era mais humano, só que tinha um olhar completamente demoníaco, e um sorriso de pura maldade, ele usava um uniforme de policial, todo rasgado, ele tinha hematomas e fraturas expostas por todo o corpo, eram ferimentos que uma pessoa normal não suportaria, onde ele andava, o lugar pegava fogo, e não era um fogo normal, as chamas tinham um tom de vermelho e laranja muito fortes, e de longe dava pra sentir o calor, era assustador, em alguns momentos, eu tive a impressão de ouvir milhares de gritos de agonia ao longe, como se viessem de trás dele, foi terrível, eu nunca mais tinha sentido medo de uma coisa dessas, até esse aparecer aqui.
__Temos que investigar, vamos à casa do Sr. James hoje.
O PEQUENO GRANDE CAÇADOR 
Passamos a semana toda planejando, o Albert não queria deixar seu irmão ir sozinho, mas não tinha outro jeito, era preciso. Quando o sábado chegou, nós sentamos no mesmo lugar, e ficamos falando sobre a nossa ultima caçada, enquanto eu olhava as ruas, as pessoas passando, crianças correndo e brincando, carros, motos, e quando chegava a noite, era como se aquilo tudo se transformasse em outro mundo, outra realidade, e até pra mim, que sempre tive a mente aberta, e sempre fui preparado para encarar esse tipo de coisa, até pra mim era difícil aceitar a ideia de que à noite terríveis criaturas andam pelas ruas, essas mesmas ruas que eu observava.
A noite chegou, e o Junin foi pra casa, o Kelvin foi com o Ulisses, e ficamos eu e o Albert, aí ele falou:
__Eu tenho medo de acontecer alguma coisa com meu irmão, não é só por causa dos meus pais, é por causa de mim, eu morreria por ele.
__Não vai acontecer nada, o Ulisses pode proteger ele, e não se esqueça de que é o James que vai estar lá, ele conhece essas criaturas como ninguém.
O tempo foi passando, eu e o Albert já tínhamos ido embora, e eu já estava dormindo, mas o Albert estava dando as recomendações ao seu irmão:
__Olha, se um monstro correr atrás de você vá para perto do Sr. James, ou do Ulisses, fique atrás deles, e não deixe faltar munições.
__Tá bom Albert, você já me falou isso.
__Tá, boa sorte, eu tenho que dormir, senão eu fico no outro mundo com você, espere dar meia noite, e vá para frente da casa.
O Albert tomou remédio pra dormir e logo adormeceu, e o Junin ficou esperando a hora chegar. Mais tarde, a luz apagou, e acendeu, só que mais fraca, o Albert tinha sumido, e entrava um vento frio pela janela, era o segundo andar, seria normal ventar, mas o Junin sabia que a transformação tinha acontecido, e olhou pela janela, de fato as árvores da rua estavam mortas, e o Ulisses já vinha andando com o James, de lá de baixo eles viram o Junin, e o Ulisses o chamou. Saíram pela rua e o Ulisses perguntou:
__Trouxe tudo? Mochila pra guardar as balas...
__Sim.
__Bicicleta, pra fugir dos monstros.
__Ah! Não esqueci a bicicleta, será que ela ta lá?
Voltaram e por sorte a bicicleta estava lá. Assim que o Junin saiu da garagem montado nela, o Sr. James já estava atirando em um mostro que vinha em direção a eles, aí eles correram, e o Junin conseguiu acompanhar, mas à frente tinha outro, e veio mais outro do lado, estavam cercados, o jeito era enfrentar, e os três monstros se aproximavam, e eles começaram a sentir medo, que foi crescendo dentro deles, de repente, de trás de uma criatura, saltou outra, era aquela que eles tinham visto pela primeira vez, e essa urrava e balançava a cabeça, e avançava cada vez mais, o Sr. James arriscou um tiro, mas errou, o Ulisses estava paralisado de medo, o James atirou novamente, mas a criatura desviou e deu um golpe no James, que caiu longe, e as outras criaturas foram dilacerar seu corpo, enquanto ele gritava de dor, o Ulisses não conseguia fazer nada, e a coisa avançava contra o Junin.
No meio da confusão, o Junin olhou para um lado, o James estava morto, com as tripas todas espalhadas pelo chão, o Ulisses estava tremendo, ele estava desarmado, se corresse a criatura alcançaria ele, se ficasse ela o mataria, então ele agarrou sua bicicleta, olhou para o monstro e arremessou sua bike que acertou no monstro, e esse cambaleou, foi o tempo necessário para o Junin pegar a doze e apontar para o monstro, quando ele se equilibrou, que já ia atacando o Junin puxou o gatilho, e o monstro caiu pra trás, e o Junin caiu com o impacto da arma, aí o Ulisses reagiu e pegou a outra arma e os dois mataram os outros três monstros. Depois o Junin falou:
__Olha, Ulisses, o Sr. James morreu.
__Ele já tava morto, Junin, amanhã de noite ele estará vivo, só me ajude a esconder o corpo dele, pra não ficar aí à toa.
Levaram para um carro que estava parado na rua, a porta estava aberta, então eles colocaram o corpo no banco de trás, mas aí já vinha um monstro perto, eles sabiam porque toda vez que tinha um monstro perto eles sentiam aquela sensação desagradável, então eles entraram no banco da frente do carro e se abaixaram, e viram as criaturas passarem todas indo para o mesmo lugar, e era cada uma mais feia que a outra, chifres, rabos, antenas, garras, tinha aquelas com pés de boi, e estavam indo em direção à floresta, aí o Junin falou:
__Vamos seguir eles, Ulisses, pra ver pra onde eles estão indo.
__Tá doido, moleque? Tem idéia de quantos tem ali? Trinta? Quarenta? E nós temos que ir procurar mais munições.
A gente encontrava munições nas casas das pessoas, porque a maioria dos moradores de lá eram caçadores ou militares aposentados. Todos os objetos que tem numa casa permanecem lá quando a noite se transforma apenas as pessoas somem, e quando um objeto é tirado do lugar na noite, de dia ele está lá, mas a noite ele some, é assim que conseguimos munições e mais armas.
Os dois voltaram pra pegar munições, e toparam com mais uma criatura, o Junin atirou, e derrubou, mas a criatura ficou se contorcendo no chão, e eles deram as costas, aí a criatura se levantou e atacou de novo, jogou o Ulisses longe e deu uma braçada no Junin, mas ele desviou e atirou, ele tava com um 38, o impacto era mais fraco, o tiro acertou o olho do monstro, que berrou e se enfureceu, e partiu pra cima, mas o Junin desviou de novo e mandou outro tiro, bem no outro olho, e depois atirou na cabeça e o monstro tombou morto. O Ulisses ficou admirado, afinal o Albert tinha pedido pra ele tomar conta do seu irmão, e estava acontecendo o contrário, ele é que estava salvando sua pele, como é que ele poderia ser tão corajoso, se era tão pequeno? Parecia que ele já fazia aquilo há muitos anos.
Quando conseguiram despistar os monstros, eles entraram numa escola, e ficaram escondidos atrás de uma prateleira de livros, até que veio o sono, e acordaram na cama. O Albert acordou junto com o Junin, e foi logo perguntando:
__E aí? Como foi?
__ A gente matou umas criaturas, mas teve uma que matou o Sr. James.
__Ele não morre, ele fica preso na noite...
__Eu sei, o Ulisses me contou.
Mais tarde, os cinco se encontraram, no mesmo lugar debaixo da árvore da rua, e o Ulisses contava sobre a noite anterior:
__Cara, foi muito louco! Eu tinha que proteger o Junin, mas foi ele que me protegeu, principalmente quando o James morreu, ele matou um monstro, e desviou de seus ataques.
O Ulisses continuou falando do Junin durante a tarde toda, e eu olhava pra ele, e achava estranho, parecia que a pessoa que o Ulisses falava e o Junin eram pessoas diferentes, era difícil acreditar que aquele garoto era capaz de tanta coisa, realmente ele tinha surpreendido a todos.