domingo, 3 de março de 2013









LUTAR
Depois de descansar alguns dias eu chamei a galera, tava na hora de lutar, agente tinha que acabar com aqueles monstros, marcamos para nos encontrar na casa do Albert, pois os pais dele tinham viajado, era o quartel general perfeito. Quando chegou a hora da reunião, estávamos todos lá, o Albert já foi se adiantando:
__Olha, galera, temos que analisar as qualidades e defeitos de cada um, pra que nenhum trio fique mais fraco que o outro.
__Então vamos lá- disse o Kelvin.
__Bom, o Sebastian tem uma boa pontaria, mas quando é pego de surpresa, fica paralisado, já o Kelvin é medroso, mas sempre faz a coisa certa na hora do pânico, e eu sou corajoso, mas me atrapalho sob pressão, o Ulisses é bom com pistolas, e é bom de mira, o que economiza munição, mas também fica paralisado quando vê uma criatura, e, bom, o Junin não serve muito para enfrentar os monstros, mas pode carregar as munições, porém temos o James, que é um pacote completo, sem defeitos aparentes, o que dá equilíbrio ao trio que ficar com o Junin.
__Tá bom, sargento, então como vamos dividir?- eu disse.
__Assim: o Sebastian fica com o Kelvin, pois um completa o defeito do outro, e o Ulisses fica com vocês dois...
__Não dá certo, Albert- disse o Kelvin- se uma criatura aparecer de repente, o Sebastian e o Ulisses vão me deixar sozinho na ação, tem que ser você.
__Mas eu tenho que tomar conta do meu irmão, ele tem que ficar no meu grupo.
__Olha, Albert- disse Ulisses- eu tomo conta do seu irmão, e tem mais, vocês não podem sair juntos na mesma noite, os seus pais podem desconfiar de alguma coisa.
__Tem razão- disse o Junin- eu tomo cuidado, Albert, eu quero ajudar.
O Junin, por mais que só tivesse seis anos, sempre foi um garoto esperto, e eu sabia que ele daria conta do lance, o problema era que o Albert era muito apegado a ele, eu não sei o que ele faria se alguma coisa acontecesse a seu irmão, mas tínhamos que pensar no trabalho que estávamos assumindo, seria melhor para a equipe se o Albert ficasse junto comigo e o Kelvin, o Ulisses podia proteger o Junin, e tudo ficaria bem.
No sábado eu amanheci lembrando o que iria fazer a noite, e fui até a casa do Kelvin, e toquei a campainha e o Kelvin abriu a porta, e falou:
__Que droga, Sebastian, eu já tava esquecendo o que vou fazer a noite, aí você aparece, o que foi dessa vez?
__Nada, é que eu não tinha nada pra fazer, então, resolvi vir até aqui, pra gente bolar um plano de ataque.
__Sei, por que não chamou o Albert?
__Porque ele ta trabalhando na locadora, e só sai à tarde, mas agente explica pra ele o que agente combinar aqui.
Armamos o plano, e quando chegou a noite, agente se encontrou num banco da praça, eram 18h30min, as pessoas começavam a se recolher, algumas chegavam do trabalho, e todo mundo que passava por nós, olhava como se perguntasse o que agente estava fazendo que não tinha entrado ainda, até que a mãe do Albert passou e falou com ele?
__Albert, se despede dos seus amigos e vamos embora, está anoitecendo, e quem te mandou trazer seu irmão?
Ele se despediu da gente, e foi. O resto de nós foi para casa também, e os que iam sair à noite estavam prontos para a primeira noite de caçadas. Em casa, eu fui jantar e minha mãe começou me perguntar o que eu tanto falava com os meus amigos, eu dava respostas evasivas, depois do jantar, eu fui pro meu quarto, dizendo pra ela que estava com sono, ela acreditou. Eu tentei fazer o máximo de silêncio, mas fiquei arrumando minhas coisas, colocando munição na arma, e preparando o psicológico, depois eu me deitei na cama e fechei os olhos, fiquei imaginando, tantas pessoas no mundo, e poucas sabiam sobre o mal que agente enfrentava, sobre as criaturas obscuras que saíam das sombras dos becos, e eu fiquei imaginando isso, e como seria se a sociedade soubesse. Não sei quanto tempo levei pensando nisso, mas de repente percebi que estava frio, e quando abri os olhos, percebi que a porta do meu quarto estava caída, e minha janela estava aberta, então eu saí pra frente da casa, pois logo o Albert e o Kelvin estariam lá.
Não demorou muito pra eu começar a ouvir os urros das criaturas, e aquilo foi me causando um certo mal estar, eu queria que os caras chegassem logo, mesmo estando bem escondido, no escuro debaixo da árvore, logo eu ouvi um disparo, e eu saí da sombra pra ver, eram eles, e tinha uma criatura atrás deles, e era rápida, o Albert atirava e corria, e a coisa desviava, quando passaram perto, eu engatilhei a doze e mandei um tiro bem na cabeça, mas ele não caiu, apenas cambaleou, e pegou uma lata de lixo e jogou contra mim, eu corri pra não ser atingido, e continuei atirando, logo o Albert ficou ao meu lado, e atirou também, depois foi o Kelvin. Ficamos os três atirando, e parecia que não adiantava, porque ele era muito rápido, e era mais esperto que os outros, ele jogava coisas na gente, e tínhamos que desviar. Essa movimentação toda atraiu mais um monstro, e esse era aquele com pés de boi, não era tão inteligente, então eu disse:
__Galera, eu pego o pés de boi, cuidem do outro.
Eu corri para outra direção, e o monstro me acompanhou, aí eu entrei num beco, e preparei a arma, quando ele apareceu... POW!!!, Bem na cabeça, abriu um buraco que cabia meu pé, depois eu voltei e os outros estavam fugindo, de dezenas de criaturas que vinham atrás deles, eu comecei correr junto com eles, e entramos numa lanchonete, mas lá já havia um monstro, que de cara nos atacou, saímos rapidamente, e os outros já estavam perto, corremos até o hospital, entramos e fomos por um grande corredor, lá no fim tinha uma sala, e nós entramos nela, estava escuro, mas o Kelvin tinha levado uma lanterna, acendemos e iluminamos, não tinha monstro lá, então fechamos a porta e escoramos com uma mesa grande de madeira que tinha lá.
Ainda pudemos ouvir os passos das criaturas, e os urros, eles estavam olhando sala por sala, parecia que todos estavam sob o comando de um só, e eles estavam chegando perto, até que chegaram a nossa porta, começaram a bater, a empurrar, e a porta começou a quebrar, não tinha pra onde correr, nossa munição não dava pra matar todos que estavam ali, tinha mais de vinte, começamos a sentir medo, e esse medo foi crescendo, a lanterna apagou, o Kelvin deu uns tapas nela, mas ela não acendeu, e ele era o mais medroso, começou a tremer, eu também estava com medo, era o medo incomum e intenso que a presença daquelas criaturas causavam, agente se sentou num canto da sala, e ficamos lá encolhidos, nossas armas não serviam de nada se não tínhamos coragem para enfrentar, aos poucos eles foram quebrando a porta, até que arrebentaram de uma vez, aí nós sentimos o sono e adormecemos, mais ainda deu tempo do Albert dizer:
__Salvos pelo gongo...
Acordamos na cama como sempre cansados, e aquele domingo seria para contar aos outros sobre o que fazer afinal, nós tínhamos descoberto que por trás daquelas criaturas de pouca inteligência, tinha um que era mais inteligente, e comandava os outros, era o que tinha chifres curvos, dentes grandes e tortos, e os olhos pequenos, mas com um brilho vermelho diabólico, esse era difícil de matar, então nós avisamos o outros pra fugirem dele, e matarem os de pés de boi, e os outros que tinham a pele escamosa, pois esses eram mais fracos.

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